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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

quem tu és

quem sou eu? problemas de identidade surgem na adolescência várias vezes, normalmente acabam numa tatuagem excepcionalmente cliché, mas na minha vida não, não marco o meu corpo com tinta, sempre marquei as pessoas com acontecimentos random, seja espetar a cara dum amigo no bolo de aniversário, seja arranjar 1g para ir tchillar ao pé da praia, não quero crescer como é óbvio, ninguém quer, só quero abraçar, beijar, sentir por alguém o que eu sinto por essa pessoa, amor nunca foi fácil para mim, nunca fui emocional, e nunca ouvi um amo-te dos meus pais, decerto que não fizeram por não gostarem de mim, simplesmente nunca fui emocional, e agora que isso vem ao de cima deparo-me com o problema das raparigas, ninguém quer ficar sozinho, muita gente comenta e fala sobre o amor, que o amor custa e que o amor magoa, estão errados, amor é a única coisa que não vai ter explicação, porque quando dois pólos se atraem, sejam opostos ou não, se há amor, há atração e carinho.
Marinho o Bagaceiro, a minha alcunha que nunca foi correta, peço desculpa por não comer gajas como todos acham que devia, não sou feio, mas também não sou nenhum modelo, sou apenas um rapaz vulgar com vontade de escrever o que não consigo dizer, música também me ajuda a encontrar o que preciso, sei que olhar para o vago enquanto tens uns fones postos não é a visão mais excitante de sempre, mas quando a música tem o timing certo em relação ao teu feeling, tu sabes que é especial e que se calhar aquela música foi propositadamente feita para ti, não te censuro, todos queremos ser especiais lá no fundo, admito que nunca gostei de protagonismos e nunca gostei de ser a spotlight, mas quando te veneram, podes-te sentir noutro mundo, pode ser excelente, pode nem ser nada demais, como um simples rapaz com ansiedade social considero-me social acima da média para os da minha espécie, extroversão não é nada fácil quando se é tímido, não é fácil abordar uma rapariga sem ficar vermelho ou sem sentir uma certa vergonha.

Não prestei atenção a certos detalhes que me fascinam, falei sobre eles, no entanto quando chegou o momento não passei muito cartão porque a única coisa que eu conseguia pensar era "será que sentimos o mesmo", não bloqueei, mas fiquei somewhat desatento, é chato ter este tipo de medo e ansiedade no que toca a uma rapariga, mas é assim que sei que é importante.

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